Mercado mundial de vinhos e suas tendências!
Postado por Samuel Cervijul 19
Ouve-se tanto falar em globalização nos mais diversos setores comerciais que não podemos fechar os olhos para o que acontece ao vinho. Um segmento que no mundo a cada quatro garrafas vendidas uma é importada mostra o quanto esse negócio se tornou global.
Eventos, feiras, lançamentos mundiais, importações e exportações, busca por novos mercados, terroirs distintos, estilos e tendências geraram em 2009 um montante de U$S 183.105 bilhões.
Foi-nos possível apreciar os últimos dados divulgados na VINEXPO, SIAL e pelo Wine Intelligence sobre o consumo mundial de vinhos e suas tendências em recente apresentação de Andréia Milan (WFB), Orestes de Andrade Jr (OAJ) e Julio Kunz (Dunamis) no IBRAVIN em Bento Gonçalves.
Entre 2005 e 2010 o consumo mundial de vinhos cresceu 4,8%. A Europa responde por 65% do volume total consumido. França, EUA e Itália encabeçam os principais mercados consumidores, seguidos por um notável crescimento de países como Austrália e China. A China, que por sua vez desde 2005 está entre os 10 maiores consumidores, viu seu volume dobrar em apenas cinco anos.
Neste mesmo período há um crescimento maior para vinhos vendidos acima de U$S 10,00. O consumo de vinhos brancos permanece estável, os rosados seguem tendência de aumento, tendo quase duplicado o seu consumo desde 2001. Os espumantes respondem por 7,4% de todo consumo mundial de vinhos e os tintos mantêm sua hegemonia com mais da metade de todo volume.
Os novos consumidores são jovens, compram vinhos em quantidades pequenas, mas de maior qualidade. A busca por varietais parece se estabelecer. O mercado de vinhos “Premium” mantém níveis de crescimento satisfatórios e não podemos deixar de citar os vinhos orgânicos que buscam seu espaço. Ainda se fala em diminuição da graduação alcoólica e o consumo descomplicado do vinho (que já era em tempo).
Embora não haja mercados idênticos no que tange o consumidor, há sim semelhanças em suas tendências, o que permite criar grupos. A wine Intelligence (www.wineintelligence.com) agrupou em 05 estágios diferentes de evolução 40 países. Detalhar esses dados tornaria esse post muito extenso, mas apenas como curiosidade o Brasil está ao lado de Angola, China, Hong Kong, México, Polônia, Rússia, Cingapura, África do Sul e Coréia do Sul no grupo dos emergentes, mercados onde o vinho está passando por rápido crescimento saindo de um consumo muito baixo. Mercados estabelecidos e de alto crescimento são compostos por Austrália, Canadá, Finlândia, Nova Zelândia, Noruega, Suécia e Estados Unidos.
O Reino Unido é o maior importados de vinhos do planeta, em 2010 foram consumidas 1.765 bilhões de garrafas. Alemanha lidera o consumo mundial de espumantes.
As mulheres estão comprando mais e junto com os jovens parecem ser os públicos alvos prioritários dos produtores, tendo China, Rússia, EUA e Brasil como os “mercados do futuro”. Produtos leves, frutados, fáceis de serem consumidos e com embalagens modernas e inovadoras. Embalagens que estão se tornando mais leves, reduzindo quantidade de vidro, custos de transporte e emissões de CO2.
Um estudo da VINEXPO entrevistou 10.500 mulheres de forma on-line em cinco países (França, Alemanha, EUA, Reino Unido e Hong Kong), revelando que o vinho é a chave para um encontro romântico. A preferência feminina é de vinhos tintos (51,1%), mas mostra também um forte crescimento no consumo de vinhos rosados especialmente entre as mais jovens. O país de origem e a variedade de uva são fatores determinantes para a escolha do vinho, com o preço ficando em terceiro lugar entre o público feminino.
Felizmente boa parte dos profissionais brasileiros tem estado atentos a essas disposições de mercado, seja para o consumo interno como a busca de espaço no exterior.
Enfim, em meio a tantos números e informações eu me recolho às minhas taças e continuo apreciando o melhor disso tudo: os vinhos! Abraços.



















